Rome in literature
Tuesday, 6 March 2012
Monday, 5 March 2012
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| Êxtase de Santa Teresa d'Ávila, Bernini, igreja de Santa Maria della Vittoria |
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| A famosa Fonte de Trevi |
Roma do Barroco, palavra Portuguesa
Roma é uma cidade
com uma presença formidável do período Barroco.
Bernini e
Caravaggio são apenas dos exemplos mais conhecidos da exuberância do período
barroco em Roma.
Barroco é uma palavra de origem Portuguesa talvez com influência de Broakti, cidade
da Índia conhecida por produzir pérolas muito irregulares.
Barroco é um
termo usado para caracterizar o período artístico em questão (século XVII até
meados do século XVIII) precisamente por oposição ao período renascentista e
por ser caracterizado pela extravagância, pela irrgularidade, por um estilo
demasiado vistoso e por um certo sentido jocoso, divertido e até provocatório.
Esta designação
foi aplicada posteriormente – isto é, Caravaggio, Bernini, Bach e Handel não
sabiam que eram barrocos – e para ilustrar o desagrado que muitos sentiam em
relação a um período que mostrava alguma falta de gosto ou até de respeito pela
herança dos períodos renascentista e maneirista.
A formidável Santa Maria della Vittoria ou a famosa Fonte de Trevi são dois exemplos do
período barroco na cidade eterna, mas
há uma imensidão de outros igualmente famosos que merecem atenção demorada.
Depois de visitas
consecutivas a exemplos da arte medieval ou até renascentista, uma visita um
destes exemplos é realmente de ferir a vista e a sensibilidade de quem se havia
habituado a cenários muito mais simples e despidos. Uma maravilha!
Para além do
termo barroco, Portugal tem uma marca interessante, ainda que discreta, em
Roma. Um tema, sem dúvida, a explorar.
Sunday, 4 March 2012
Rome in literature
A propósito deste
livro e em caso de visita a Roma, visitar o (inevitável) Castel Sant’Angelo e a
Villa Adriana em Tivoli (fora da cidade de Roma).
Thursday, 1 March 2012
Rome in literature
Cenas deliciosas
e irresistíveis de Roma, nos jardins do Monte Pincio, no Coliseu e no Forum Romano, na Piazza
de Spagna, na Piazza del Popolo. Um acepipe de comer e chorar por mais!
“I’m a fearful, frightful flirt! Did you ever hear of a nice
girl that was not?”
Águia vitória é ave auspiciosa
Estivesse eu em
Roma e subiria ao Capitolino e, onde outrora esteve o tempo de Jupiter Optimus
Maximus (presumíveis ruínas podem ser vistas no interior do Museu Capitolino),
convocaria os deuses para que se pronunciassem acerca do Benfica vs Porto de
amanhã.
Pediria aos
sacerdotes responsáveis pela comunicação com os deuses – os augurius ou auspex, nome com origem no grego awi = ave e spek = ver – que, através do vôo das aves,
interpretassem a vontade divina acerca do resultado do jogo.
De auspex é claro que obtivemos os auspícios e os augúrios e da actividade temos ainda a expressão “ave de mau
agoiro”.
Esta prática era
mais antiga do que a própria civilização Romana e sofreu modificações ao longo
dos séculos.
Na Roma antiga,
esta observação das aves como forma de prognóstico era de extrema importância e
concerntrava-se, essencialmente, no vôos da águia, do corvo e da gralha. Por
exemplo, terá sido a observação das aves de rapina que, de acordo com Lívio,
determinou que Rómulo deveria ser o fundador e primeiro soberanode Roma e não
Remo.
O sacerdote
romano virando-se para sul concluía que o vôo vindo do Leste (esquerda) seria
mau e que de Oeste (direita) seria bom. Em latim esquerda era sinister e a direita era a dexter.
Um vôo vindo da esquerda era, por isso, de mau agoiro e um vôo vindo da direita seria prognóstco de vitória.
Daqui temos a conotação negativa que damos a algo sinistro (e, durante séculos, aos canhotos) e a conotação positiva de algo que é direito, às direitas, destro e de grande destreza.
Por exemplo,
assumem alguns que à direita de Deus se
senta Jesus (esclareço que me refiro a Cristo e não ao semi divino Jorge Jesus).
E quem se senta à esquerda de Deus? A
prática religiosa parece omissa neste aspecto o que não augura nada de bom.
Importa pois,
antes do jogo começar, estar muito atento ao vôo da águia Vitória. Será boa
forma de ter um prognóstico para o jogo.
De qualquer
forma, em termos mitológicos e simbólicos, a águia é mensageira divina e
símbolo imperial enquanto que o dragão (em latim e em grego, significa grande
serpente ou monstro marinho) é normalmente símbolo de guarda ou guardião (daí o
famoso guarda Abel das Antas) e com maior frequência ainda símbolo do mal e
mensageiro do Diabo.
Espero e desejo
que, pelo menos desta vez, as forças malignas sejam derrotadas...se possível,
com um penálti roubado.
Wednesday, 29 February 2012
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| Giordano Bruno |
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| Campo de' Fiore, Rome |
Rome in literature
Giordano Bruno (1548 – 1600), born in Nola (and therefore
often referred to as the Nolan) here mentioned by James Joyce in “The Portrait
of the Artist as a Young Man”.
Stephen Dedalus writing on his diary on the 24th
of March following an initial discussion with his mother about religion…
“Then went to college.
Other wrangle with little roundhead rogue’seye Ghezzi. This time about Bruno
the Nolan. Began in Italian and ended in pidgin English. He said Bruno was a
terrible heretic. I said he was terribly burned. He agreed to this with some sorrow.
Then gave me recipe for what he calls ristto alla bergamasca. When pronounces a
soft o he protrudes his full carnal lips as if he kissed the vowel. Has he? And
could he repent? Yes, he could: and cry two round rogue’s tears, one from each
eye.”The statue of Giordano Bruno stands ominously silent at the centre of Campo de’ Fiore in Rome surrounded by the stands of flowers, fruit, vegetables and fish.
Giordano burned by the inquisition on this very same place.
The history of Campo de’ Fiori is long and interesting. Well
worth a visit after a pizza in Pizzeria Montecarlo just around the corner.
I strongly recommend the pizza Montecarlo with a fried egg
on top…
Panteão e as
minhas pantomimices
“O meu avô Manuel
é que tem razão quando me chama pantomineiro...” pensei maravilhado, enquanto
visitava o Panteão de Roma.
O Panteão de Roma
é algo de sublime e que merece um olhar muito atento e demorado.
Roma é infinita
em termos de pontos de interesse que merecem visita e não é estática já que
novos estudos, escavações e restauros propiciam sempre algo novo. Porém,
qualquer visita minha a Roma repete sempre alguns locais (a começar por algumas
pizzerias e trattorias) e o Panteão é um deles.
Tal como o nome
indica - deriva do grego Pan (todos) theios (deuses) – foi um edifício dedicado
a todas as divindades e ainda hoje o seu nome cristão (Santa Maria de Todos os
Santos Mártires) alude a essa natureza. Para além de toda a sua história e
beleza, merece destaque ainda o túmulo de Rafael que se encontra no interior do
edifício.
Pan (todos) é pois um desses elementos que, pensando bem, encontramos com
muita frequência. Começando pelo oposto de panteão,
temos pandemónio que significa, no
fundo, casa de todos os demónios e que actualmente significa caos, grande
confusão ou, por outras palavras, o futebol do Sporting.
A caixa de pandora encerrava todos os males do
Mundo, panorama em termos
cinematográficos representava o plano que mostrava toda a cena ou imagem,
panóplia que hoje geralmente designa diversidade de coisas, mas que significa
todas as armas ou toda a armadura do cavaleiro, pandemia é o surto de uma doença que afecta toda a população (a
epidemia é um surto num foco muito mais localizado e reduzido) e panaceia que seria supostamente capaz de
eliminar todos os males (algo que na Irlanda se chama cerveja que é amplamente
usado e que tem resultados que, não sendo perfeitos, são muito razoáveis).
Este pan (todos)
não está, contudo, relacionado com pânico
(que estaria relacionado com o medo e o horror causado pelo deus grego Pan ou
Pã).
Importa ainda
esclarecer que este pan (todos) também não está relcionado com a panela.
Parece que panela
derivará do latim vulgar para panella,
um diminuitivo para panna
(frigideira).A tal pannella terá
designado originalmente vasilhas de barro ou metal para cozer alimentos e
parece que daí (talvez por semelhança física) se vulgarizou usar o nome de panelas para nádegas o que explica o paneleiro e talvez ainda por livre
associação de ideias o panasca.
Embora fugindo um
pouco ao tema central, esta nota pareceu-me pertinente para evitar desaguisados
etimológicos em futuras trocas de insultos.
O pan (todos)
está porém presente na pantomima – um
género de teatro grego onde tudo era exprimido através de gestos ou mímicas –
e, por fim, no pantomineiro que o meu
avô Manuel, sempre de forma muito sagaz, me chama de forma muito carinhosa.
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